A professora, faz a chamada:
"Mustafá El-Ekhseri” ........................ Presente!
“Obamba Moluni” ............................ Presente!
"Achmed El-Cabul" .......................... Presente!
"Evo Menchú" ................................ .Presente!
"Yao Ming Chao" ............................. Presente!
"Al Ber Tomar Tinsdi-As"
................................................................
Ninguém responde...
"Al Ber Tomar Tinsdi-As"! , ………………………..volta a repetir a professora
algo chateada ......
..............................................................................................
Ninguém responde ...
"Pela última vez: Al Ber Tomar Tinsdi-As"!!!, diz a professora.
De repente levanta-se um miúdo e diz:
- "Devo ser eu professora, mas pronuncia-se: Alberto Martins Dias
sábado, 11 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
NEM SEMPRE É A OCASIÃO MELHOR
Num café estavam: um português, um inglês e um francês.
Conversavam, quando a certa altura entrou um personagem característico.
O francês olha e diz: É Jesus Cristo. Vou já ter com Ele.
-Você é Jesus!
-Não, não sou.
- De certeza que é Jesus Cristo!
-Fale baixo. Pronto. Sou Jesus.
-Então vai curar-me das dores nas pernas.
Jesus curou-o e pediu que não dissesse a ninguém, e ele prometeu.
O inglês, vendo o francês curado meteu-se também com Jesus Cristo acabando por restituir-lhe a vista ao olho direito.
Feliz, foi ter com os colegas .
Jesus vendo o português sentado sem Lhe pedir nada, foi ter com ele e perguntou:
- Então tu não me pedes nada?
Embaraçado, respondeu o português:
- Esteja caladinho. Olhe que estou de baixa por doença!
Conversavam, quando a certa altura entrou um personagem característico.
O francês olha e diz: É Jesus Cristo. Vou já ter com Ele.
-Você é Jesus!
-Não, não sou.
- De certeza que é Jesus Cristo!
-Fale baixo. Pronto. Sou Jesus.
-Então vai curar-me das dores nas pernas.
Jesus curou-o e pediu que não dissesse a ninguém, e ele prometeu.
O inglês, vendo o francês curado meteu-se também com Jesus Cristo acabando por restituir-lhe a vista ao olho direito.
Feliz, foi ter com os colegas .
Jesus vendo o português sentado sem Lhe pedir nada, foi ter com ele e perguntou:
- Então tu não me pedes nada?
Embaraçado, respondeu o português:
- Esteja caladinho. Olhe que estou de baixa por doença!
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
O JOÃO TOLO
Uma mãe tinha um filho muito tolo.
Um dia mandou-o lavar umas tripas ao mar. As tripas eram muitas. Viu ao longe um navio em viagem.
Começou a chamá-lo com um pano branco na mão.
O comandante do navio apercebeu-se de algo e mandou aproximar o navio da praia.
Os homens que vinham dentro do navio perguntaram porque os tinha chamado.
O João pediu-lhes que o ajudassem a lavar as tripas,
Deram-lhe uma grande sova e ensinaram-lhe que ele devia dizer: "Boa viagem"!
João foi para casa e contou à mãe o que tinha acontecido.
A mãe achou que ele devia ter dito"Haja Sangue!"Haja sangue!"
João, certo dia ia pelo caminho, viu uma igreja onde se estava a celebrar um casamento.Entrou e começou a dizer:"Haja sangue! Haja sangue!"
O noivo, ao ouvir isto, pegou num cacete para lhe bater.O tolo começou a fugir e o noivo a ensinar-lhe que devia dizer:"Sejam felizes"
Passa por um funeral. Põe-se a cantar e diz:"Sejam felizes! Sejam felizes!"
Um dos acompanhantes apanhou-o e disse-lhe que devia ajoelhar-se e rezar.
João foi para casa e contou à mãe.
Esta ficou feliz porque finalmente o João ocupava bem o tempo e não arranjava problemas
Um dia mandou-o lavar umas tripas ao mar. As tripas eram muitas. Viu ao longe um navio em viagem.
Começou a chamá-lo com um pano branco na mão.
O comandante do navio apercebeu-se de algo e mandou aproximar o navio da praia.
Os homens que vinham dentro do navio perguntaram porque os tinha chamado.
O João pediu-lhes que o ajudassem a lavar as tripas,
Deram-lhe uma grande sova e ensinaram-lhe que ele devia dizer: "Boa viagem"!
João foi para casa e contou à mãe o que tinha acontecido.
A mãe achou que ele devia ter dito"Haja Sangue!"Haja sangue!"
João, certo dia ia pelo caminho, viu uma igreja onde se estava a celebrar um casamento.Entrou e começou a dizer:"Haja sangue! Haja sangue!"
O noivo, ao ouvir isto, pegou num cacete para lhe bater.O tolo começou a fugir e o noivo a ensinar-lhe que devia dizer:"Sejam felizes"
Passa por um funeral. Põe-se a cantar e diz:"Sejam felizes! Sejam felizes!"
Um dos acompanhantes apanhou-o e disse-lhe que devia ajoelhar-se e rezar.
João foi para casa e contou à mãe.
Esta ficou feliz porque finalmente o João ocupava bem o tempo e não arranjava problemas
terça-feira, 31 de agosto de 2010
ADEUS TRANÇAS COR DE OURO
Adeus Tranças Cor de Ouro
Adeus tranças cor de ouro,
Adeus peito cor de neve!
Adeus cofre onde estar deve
Escondido o meu tesouro!
Adeus bonina, adeus lírio
Do meu exílio de abrolhos!
Adeus, ó luz dos meus olhos
E meu tão doce martírio!
Adeus meu amor-perfeito,
Adeus tesouro escondido,
E de guardado, perdido
No mais íntimo do peito.
Desfeito sonho dourado,
Nuvem desfeita de incenso
Em quem dormindo só penso,
Em quem só penso acordado!
Visão, sim, mas visão linda,
Sonho meu desvanecido!
Meu paraíso perdido
Que de longe adoro ainda!
Nuvem que ao sopro da aragem
Voou nas asas de prata,
Mas no lago que a retrata
Deixou esculpida a imagem!
Rosa de amor desfolhada
Que n'alma deixou o aroma,
Como o deixa na redoma
Fina essência evaporada!
Gota de orvalho que o vento
Levou do cálix das flores,
Curto abril dos meus amores,
Primavera de um momento!
Adeus Sol, que me alumia
Pelas ondas do oceano
Desta vida, deste engano,
Deste sonho de um só dia!
No mesmo arbusto onde o ninho
Teceu a ave inocente,
Se volta a quadra inclemente,
Acha abrigo o passarinho;
Mas eu nesta soledade
Quando em meus sonhos te estreito
Rosto a rosto, peito a peito,
Acordo e acho a saudade!
Adeus pois morte! adeus vida!
Adeus infortúnio e sorte!
Adeus estrela-do-norte!
Adeus bússola perdida!
João de Deus, in 'Campo de Flores'
Adeus tranças cor de ouro,
Adeus peito cor de neve!
Adeus cofre onde estar deve
Escondido o meu tesouro!
Adeus bonina, adeus lírio
Do meu exílio de abrolhos!
Adeus, ó luz dos meus olhos
E meu tão doce martírio!
Adeus meu amor-perfeito,
Adeus tesouro escondido,
E de guardado, perdido
No mais íntimo do peito.
Desfeito sonho dourado,
Nuvem desfeita de incenso
Em quem dormindo só penso,
Em quem só penso acordado!
Visão, sim, mas visão linda,
Sonho meu desvanecido!
Meu paraíso perdido
Que de longe adoro ainda!
Nuvem que ao sopro da aragem
Voou nas asas de prata,
Mas no lago que a retrata
Deixou esculpida a imagem!
Rosa de amor desfolhada
Que n'alma deixou o aroma,
Como o deixa na redoma
Fina essência evaporada!
Gota de orvalho que o vento
Levou do cálix das flores,
Curto abril dos meus amores,
Primavera de um momento!
Adeus Sol, que me alumia
Pelas ondas do oceano
Desta vida, deste engano,
Deste sonho de um só dia!
No mesmo arbusto onde o ninho
Teceu a ave inocente,
Se volta a quadra inclemente,
Acha abrigo o passarinho;
Mas eu nesta soledade
Quando em meus sonhos te estreito
Rosto a rosto, peito a peito,
Acordo e acho a saudade!
Adeus pois morte! adeus vida!
Adeus infortúnio e sorte!
Adeus estrela-do-norte!
Adeus bússola perdida!
João de Deus, in 'Campo de Flores'
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
JOHANNA SPYRI-CELEBRIDADE DA SUÍÇA

Johanna Spyri
De Wikipedia, a enciclopedia livre
Johanna SpyriJohanna Spyri (Hirzel, 12 de junho de 1827 - Zurique, 7 de julho de 1901) foi uma escritora suíça. Seu nome de soltera era Johanna Louise Heusser. É conhecida mundialmente por seu conto de Heidi.
"Desde a risueña e antiga cidade de Maienfeld parte um caminho que, entre verdes campos e tupidos bosques, chega até o pé dos Alpes majestuosos, que dominam aquela parte do vale. Desde ali, o caminho começa a subir até a cume das montanhas através de prados de pastos e olorosas ervas que abundan em tão elevadas terras".
Com esta poética descrição, começa a mais famosa das obras desta autora, que tem feito as delícias de todos os meninos do mundo durante várias gerações: Heidi.
Biografia
Johanna Spyri nasceu em Suíça como Johanna Louise Heusser, o 12 de junho de 1827, na aldeia de Hirzel, nas alturas, a uns 11 km de Zurique.
Hirzel é um pequeno povoado emplazado na verde saia de uma colina. Para chegar até ali há que atravessar extensos bosques de pinos; quando estes terminam, o caminho está bordeado por árvores frutales. Na aldeia há flores por todos os lados, as casas são pequenas e confortables, tendo a maioria delas uma huerta e também jardim.
Johanna foi a quarta filha do casal formado pelo Dr. Johann Heusser e da poetisa Meta Sebweizer. Sua casa branca, que ainda se conserva, esta localizada nas afueras de Hirzel, justo quando o terreno começa a ascender a montanha verde. Desde a janela do andar superior, obtém-se uma vista dos pinos e do Lago de Zurique. Johanna foi uma menina sensível, com enorme amor pela música, as aves e as flores dos campos alpinos e dos bosques próximos a seu lar.
A escola à qual coincidiu primeiro Johanna, e depois seus irmãos, tinha sido um granero no meio de um sembradío. Seguramente seu primeiro maestro deveu ter sido muito pouco hábil para confundir seu timidez com holgazanería, humilhando-a constantemente ante toda a classe. O resultado foi que a sacou de ali e a enviou à outra escola da aldeia, que funcionava em casa do pastor da villa.
Aos 14 anos, Johanna foi a viver a Zurique à casa de uma tia, e ali assistiu durante dois períodos lectivos a classes de idiomas estrangeiros contemporâneos, ao mesmo tempo que tomou lições de piano]]. Depois passa em um ano em um internado da cidade da Suíça francófona, Yverdon.
Seu afición musical sempre foi evidente. Gostava muito do piano, até que escutou o som da harpa. Em um dia, quando ela e sua amiga Netti Fries caminhavam pelas ruas da cidade, viram uma harpa no escaparate de uma loja musical. Decidiram comprá-la mas não tinham o dinheiro suficiente. Sacrificaram então suas poupanças, juntaram o dinheiro de ambas e fizeram a compra. Como não se decidiam em qual das casas ficaria guardada a harpa, chegaram a um acordo: trocá-la-iam a cada duas semanas. Assim foi que Johanna cumpriu um de seus maiores sonhos: aprender esse difícil mas belo instrumento de sensatas.
Durante sete anos, entre 1845 e 1852, Johanna transforma-se em maestra de suas irmãs menores, aproveitando o tempo livre para fazer leituras que foram enriquecendo sua capital intelectual e espiritual. Nas épocas de férias, sua afinidad com a natureza levava-a para a região de Chur, palco que depois seria transladado como a principal cenografia da acção de Heidi.
Em 1852, sua vida muda radicalmente. Seu irmão Theodor, estudante de medicina, tinha um amigo estudante de direito, Bernard Spyri, quem desenvolvia também as tarefas de editor do diário Confederated Newspaper. Em uma oportunidade, quando Bernard visita a Theodor, conhece a Johanna, se apaixona dela e terminam se casando, radicándose definitivamente em Zurique.
Para ocupar o tempo que lhe ficava livre e para não se sentir tão sozinha, sobretudo porque sentia muita nostalgia de seus lugares, começa a participar, junto com duas amigas, em um grupo artístico e literário. Não obstante estas distracções, seu espírito vai decayendo até sumir-se em uma funda depresión e um sentimento de solidão superlativo que a fizeram se sentir realmente doente. Esta vivência seria transladada depois à história de Heidi, quando a menina deve deixar Suíça para viver em Frankfurt, longe do ar puro e do som do vento entre as folhas dos pinos. Só pôde superar esta doença quando nasceu seu filho, Bernhard, em 1855.
A partir de 1868, o Sr. Spyri é nomeado contador da cidade. Devido às novas obrigações e a ter que frequentar outros círculos sociais, o casal se muda a uma casa no centro de Zurique, próxima ao lago. Seu filho, ao mesmo tempo, avança em seus estudos musicais e chega a ser um bom violinista, executando dúos com sua mãe ao piano. É durante esta época que Johanna começa a escrever com intensidade, com o objecto de arrecadar fundos para a Cruz Vermelha Internacional e seu primeiro livro Uma folha na tumba de Vrony, vê a luz em 1871, assinada só com o iniciais J.S. Em 1870, quando Johanna tinha 43 anos, enquanto Europa suportava a Guerra Franco-Prusiana, com a intenção de lhe fazer passar momentos gratos a seu filho, sua pluma abordou com paixão as próprias lembranças infantis, que foram plasmándose com maestría infinita na vida da menina huérfana que vai viver às montanhas com seu avô. Tinha nascido Heidi, que seria publicado dez anos mais tarde, em 1880, já com o nome de sua autora, daí em mais: Johanna Spyri.
Entre 1872 e 1873, continua produzindo obras narrativas, enlaçadas por um tema em comum: as felizes vivências do passado, da infância e adolescencia, ensambladas no processo do mudo interior que o presente ocasionava.
A partir de 1879 começa o período mais productivo na narrativa de Johanna, escrevendo vinte livros em cinco anos, período que corresponde à publicação de Heidi.
1884 é um ano que marcá-la-ia para sempre, pois falecem primeiro seu filho, aquejado de uma longa doença, e depois seu esposo e colega, ficando sozinha na vida. Decide mudar-se de casa, consegue uma moradia mais central, e uma sobrinita vai viver com ela para que não se sentisse completamente sozinha. A partir de então Johanna faz muitas obras de caridade e escreve para deleitar a sua sobrinha, tal como tinha feito com seu filho três lustros atrás.
Viúva aos cinquenta e três anos, Johanna Spyri viveu serenamente em Zurique, escrevendo muitos contos sobre os meninos que vivem nas montanhas, com seus costumes e seus brinquedos que eles mesmos fabricavam, e seu contínuo diálogo com os animais e as paisagens do meio. Assim, nos últimos anos de sua vida, entre 1886 e 1901, escreve quarenta e oito conto s, tomando férias durante os primeiros meses do novo século pois seu agotamiento era muito grande. Translada-se então a diferentes pontos dos Alpes suíços, chega também ao norte da Itália, e incursiona pelo Lago de Genebra.
Esses relatos começaram a adquirir fama no mundo exterior, Johanna começou a fazer-se muito conhecida e o requerimiento dos críticos, editores e gente de letras era permanente, pelo qual a autora de Heidi evadió a cada vez mais o contacto com o público. Desejava sinceramente evitá-lo, porque preferia "não expor os aspectos mais íntimos e profundos de sua alma ante os olhos humanos”.
Faleceu em Zurique, o 7 de julho de 1901.
Suíça sente verdadeiro orgulho de Johanna Spyri e sua obra, e homenageou-as em múltiplas oportunidades em selos postales e moeda. Evidentemente, Heidi resultou a todas luzes mais famosa que sua criadora já que é, sem lugar a dúvidas, um das personagens mais conhecidas da literatura suíça em general e da literatura infantil em particular. Não só é uma figura literária, uma personagem de ficção]], senão que é a encarnación alegórica da sociedade suíça pois representa à natureza intacta dos Alpes com seus praderas, montanhas e paisagens idílicos.
Além da série de "Heidi", outros livros da autora são: "Grittli ", "Jörli", "A pequena selvagem", "O lago dos sonhos", "Luisita", "Sem Pátria", "Heimatlos", "Sina" e "Verirrt und Gefunden".
De Wikipedia, a enciclopedia livre
Johanna SpyriJohanna Spyri (Hirzel, 12 de junho de 1827 - Zurique, 7 de julho de 1901) foi uma escritora suíça. Seu nome de soltera era Johanna Louise Heusser. É conhecida mundialmente por seu conto de Heidi.
"Desde a risueña e antiga cidade de Maienfeld parte um caminho que, entre verdes campos e tupidos bosques, chega até o pé dos Alpes majestuosos, que dominam aquela parte do vale. Desde ali, o caminho começa a subir até a cume das montanhas através de prados de pastos e olorosas ervas que abundan em tão elevadas terras".
Com esta poética descrição, começa a mais famosa das obras desta autora, que tem feito as delícias de todos os meninos do mundo durante várias gerações: Heidi.
Biografia
Johanna Spyri nasceu em Suíça como Johanna Louise Heusser, o 12 de junho de 1827, na aldeia de Hirzel, nas alturas, a uns 11 km de Zurique.
Hirzel é um pequeno povoado emplazado na verde saia de uma colina. Para chegar até ali há que atravessar extensos bosques de pinos; quando estes terminam, o caminho está bordeado por árvores frutales. Na aldeia há flores por todos os lados, as casas são pequenas e confortables, tendo a maioria delas uma huerta e também jardim.
Johanna foi a quarta filha do casal formado pelo Dr. Johann Heusser e da poetisa Meta Sebweizer. Sua casa branca, que ainda se conserva, esta localizada nas afueras de Hirzel, justo quando o terreno começa a ascender a montanha verde. Desde a janela do andar superior, obtém-se uma vista dos pinos e do Lago de Zurique. Johanna foi uma menina sensível, com enorme amor pela música, as aves e as flores dos campos alpinos e dos bosques próximos a seu lar.
A escola à qual coincidiu primeiro Johanna, e depois seus irmãos, tinha sido um granero no meio de um sembradío. Seguramente seu primeiro maestro deveu ter sido muito pouco hábil para confundir seu timidez com holgazanería, humilhando-a constantemente ante toda a classe. O resultado foi que a sacou de ali e a enviou à outra escola da aldeia, que funcionava em casa do pastor da villa.
Aos 14 anos, Johanna foi a viver a Zurique à casa de uma tia, e ali assistiu durante dois períodos lectivos a classes de idiomas estrangeiros contemporâneos, ao mesmo tempo que tomou lições de piano]]. Depois passa em um ano em um internado da cidade da Suíça francófona, Yverdon.
Seu afición musical sempre foi evidente. Gostava muito do piano, até que escutou o som da harpa. Em um dia, quando ela e sua amiga Netti Fries caminhavam pelas ruas da cidade, viram uma harpa no escaparate de uma loja musical. Decidiram comprá-la mas não tinham o dinheiro suficiente. Sacrificaram então suas poupanças, juntaram o dinheiro de ambas e fizeram a compra. Como não se decidiam em qual das casas ficaria guardada a harpa, chegaram a um acordo: trocá-la-iam a cada duas semanas. Assim foi que Johanna cumpriu um de seus maiores sonhos: aprender esse difícil mas belo instrumento de sensatas.
Durante sete anos, entre 1845 e 1852, Johanna transforma-se em maestra de suas irmãs menores, aproveitando o tempo livre para fazer leituras que foram enriquecendo sua capital intelectual e espiritual. Nas épocas de férias, sua afinidad com a natureza levava-a para a região de Chur, palco que depois seria transladado como a principal cenografia da acção de Heidi.
Em 1852, sua vida muda radicalmente. Seu irmão Theodor, estudante de medicina, tinha um amigo estudante de direito, Bernard Spyri, quem desenvolvia também as tarefas de editor do diário Confederated Newspaper. Em uma oportunidade, quando Bernard visita a Theodor, conhece a Johanna, se apaixona dela e terminam se casando, radicándose definitivamente em Zurique.
Para ocupar o tempo que lhe ficava livre e para não se sentir tão sozinha, sobretudo porque sentia muita nostalgia de seus lugares, começa a participar, junto com duas amigas, em um grupo artístico e literário. Não obstante estas distracções, seu espírito vai decayendo até sumir-se em uma funda depresión e um sentimento de solidão superlativo que a fizeram se sentir realmente doente. Esta vivência seria transladada depois à história de Heidi, quando a menina deve deixar Suíça para viver em Frankfurt, longe do ar puro e do som do vento entre as folhas dos pinos. Só pôde superar esta doença quando nasceu seu filho, Bernhard, em 1855.
A partir de 1868, o Sr. Spyri é nomeado contador da cidade. Devido às novas obrigações e a ter que frequentar outros círculos sociais, o casal se muda a uma casa no centro de Zurique, próxima ao lago. Seu filho, ao mesmo tempo, avança em seus estudos musicais e chega a ser um bom violinista, executando dúos com sua mãe ao piano. É durante esta época que Johanna começa a escrever com intensidade, com o objecto de arrecadar fundos para a Cruz Vermelha Internacional e seu primeiro livro Uma folha na tumba de Vrony, vê a luz em 1871, assinada só com o iniciais J.S. Em 1870, quando Johanna tinha 43 anos, enquanto Europa suportava a Guerra Franco-Prusiana, com a intenção de lhe fazer passar momentos gratos a seu filho, sua pluma abordou com paixão as próprias lembranças infantis, que foram plasmándose com maestría infinita na vida da menina huérfana que vai viver às montanhas com seu avô. Tinha nascido Heidi, que seria publicado dez anos mais tarde, em 1880, já com o nome de sua autora, daí em mais: Johanna Spyri.
Entre 1872 e 1873, continua produzindo obras narrativas, enlaçadas por um tema em comum: as felizes vivências do passado, da infância e adolescencia, ensambladas no processo do mudo interior que o presente ocasionava.
A partir de 1879 começa o período mais productivo na narrativa de Johanna, escrevendo vinte livros em cinco anos, período que corresponde à publicação de Heidi.
1884 é um ano que marcá-la-ia para sempre, pois falecem primeiro seu filho, aquejado de uma longa doença, e depois seu esposo e colega, ficando sozinha na vida. Decide mudar-se de casa, consegue uma moradia mais central, e uma sobrinita vai viver com ela para que não se sentisse completamente sozinha. A partir de então Johanna faz muitas obras de caridade e escreve para deleitar a sua sobrinha, tal como tinha feito com seu filho três lustros atrás.
Viúva aos cinquenta e três anos, Johanna Spyri viveu serenamente em Zurique, escrevendo muitos contos sobre os meninos que vivem nas montanhas, com seus costumes e seus brinquedos que eles mesmos fabricavam, e seu contínuo diálogo com os animais e as paisagens do meio. Assim, nos últimos anos de sua vida, entre 1886 e 1901, escreve quarenta e oito conto s, tomando férias durante os primeiros meses do novo século pois seu agotamiento era muito grande. Translada-se então a diferentes pontos dos Alpes suíços, chega também ao norte da Itália, e incursiona pelo Lago de Genebra.
Esses relatos começaram a adquirir fama no mundo exterior, Johanna começou a fazer-se muito conhecida e o requerimiento dos críticos, editores e gente de letras era permanente, pelo qual a autora de Heidi evadió a cada vez mais o contacto com o público. Desejava sinceramente evitá-lo, porque preferia "não expor os aspectos mais íntimos e profundos de sua alma ante os olhos humanos”.
Faleceu em Zurique, o 7 de julho de 1901.
Suíça sente verdadeiro orgulho de Johanna Spyri e sua obra, e homenageou-as em múltiplas oportunidades em selos postales e moeda. Evidentemente, Heidi resultou a todas luzes mais famosa que sua criadora já que é, sem lugar a dúvidas, um das personagens mais conhecidas da literatura suíça em general e da literatura infantil em particular. Não só é uma figura literária, uma personagem de ficção]], senão que é a encarnación alegórica da sociedade suíça pois representa à natureza intacta dos Alpes com seus praderas, montanhas e paisagens idílicos.
Além da série de "Heidi", outros livros da autora são: "Grittli ", "Jörli", "A pequena selvagem", "O lago dos sonhos", "Luisita", "Sem Pátria", "Heimatlos", "Sina" e "Verirrt und Gefunden".
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
SHAKSPEARE
Não chores mais o erro cometido;
Na fonte, há lodo; a rosa tem espinho;
O sol no eclipse é sol obscurecido;
Na flor também o insecto faz seu ninho;
Erram todos, eu mesmo errei já tanto,
Que te sobram razões de compensar
Com essas faltas minhas tudo quanto
Não terás tu somente a resgatar;
Os sentidos traíram-te, e meu senso
De parte adversa é mais teu defensor,
Se contra mim te excuso, e me convenço
Na batalha do ódio com o amor:
Vítima e cúmplice do criminoso,
Dou-me ao ladrão amado e amoroso.
de williiam shakespeare
Na fonte, há lodo; a rosa tem espinho;
O sol no eclipse é sol obscurecido;
Na flor também o insecto faz seu ninho;
Erram todos, eu mesmo errei já tanto,
Que te sobram razões de compensar
Com essas faltas minhas tudo quanto
Não terás tu somente a resgatar;
Os sentidos traíram-te, e meu senso
De parte adversa é mais teu defensor,
Se contra mim te excuso, e me convenço
Na batalha do ódio com o amor:
Vítima e cúmplice do criminoso,
Dou-me ao ladrão amado e amoroso.
de williiam shakespeare
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